Um bom exemplo de empreendedorismo social

Em Atibaia, interior de São Paulo, famílias pobres moram num terreno invadido. Todos os dias, Jéssica e a amiga Joyce, saem de casa e vão à pé até um centro para crianças e adolescentes carentes. As atividades duram o dia inteiro. Elas aprendem a fazer bolos e biscoitos As crianças também têm aula de bateria. E quem vai bem nos cursos, ganha um selo, que pode ser trocado por roupas e brinquedos.

- Eu tenho selo para comprar um caminhão, uma canetona, um carrinho e uma caixinha – vibra Márcio Alves, de 11 anos.

Foi a empreendedora social Leila Novak quem criou este espaço para abrigar o Projeto Curumim, que tem objetivos definidos.

- A melhoria da qualidade de vida das famílias, que vivem em torno dessas áreas degradadas pelo homem. Nós fazemos ações sócio-educativas e ambientais.

O Projeto Curumim nasceu há dez anos e virou referência nacional. Mas, desperta uma pergunta em muita gente: como conseguir dinheiro para mantê-lo? A resposta é: montando um negócio lucrativo, no próprio local.

Na fábrica de papel reciclado, por exemplo, restos de papel, que as pessoas jogam fora – e até bagaço de cana – são transformados em cartões e agendas vendidos em todo o país.
O primeiro passo é selecionar o papel. O que sobra é liquidificado, até virar uma massa. O material é misturado com água e colocado numa prensa. Depois, vai para secar e o papel está pronto. Com bagaço de cana, o processo é semelhante, porém, é preciso cozinhar primeiro, para quebrar as fibras. O papel é vendido em folhas ou cortado e colado para fazer cartões e agendas.

- Não dá para querer fazer um projeto social e não ter como sustentar. Então, não é para passar chapéu, “ah, eu só quero doação de todo mundo”. Não! Você tem um produto e vende esse produto – explica Leila.

Também foi montada uma marcenaria, onde são feitos lápis com galhos de árvores podadas pela prefeitura. Os galhos são cortados, furados para colocar o grafite e, depois, é só fazer a ponta.

- Nós vendemos para empresas, que utilizam esse lápis para brindes, ou até mesmo para uso na própria empresa – conta Arnaldo Amieiro, gerente da marcenaria.

As duas fábricas faturam R$ 180 mil por mês. Todo o dinheiro é usado para manter as atividades de 400 crianças e jovens carentes.

- Eu aprendi a fazer papel, bolinho, bateria. Também aprendi a respeitar as pessoas – se orgulha Diego Inácio, de 11 anos.

Para quem quer montar um projeto social, aqui vai uma dica de Célia Cruz, diretora da Ashoka, uma entidade sem fins lucrativos, que apóia projetos como o Curumim. Para ela, um empreendedor social é como qualquer empresário: deve ser estrategista e ter bom planejamento. Só que a finalidade dele é a transformação e o impacto social. Para receber a ajuda da entidade, é preciso enviar uma proposta inovadora para melhorar a vida das pessoas.

- A Ashoka apóia com uma bolsa-salário, durante três anos, para a pessoa se dedicar integralmente a essa idéia inovadora e conseguir ampliar o impacto social. Além disso, a gente oferece uma série de cursos para profissionalizar esse empreendedor social com as características da área social – ensina Célia.

Leonardo Chaves Machado – 5º semestre AE

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